A Autodoc Tecnologia, desenvolvedora de soluções digitais para a construção civil, apresenta ao mercado o ITC — Índice do Trabalho na Construção. O novo indicador mensal traz visibilidade inédita à disponibilidade e à pressão etária da força de trabalho no Brasil.
“O objetivo é monitorar, com metodologia fixa, a evolução da disponibilidade das principais ocupações e a dinâmica de envelhecimento da mão de obra”, explica Felipe Canuso, CTO da Autodoc.
O ITC baseia-se em dados de mais de 480 mil trabalhadores ativos no Autodoc GD4, software para gestão de documentos legais, fiscais, de saúde e segurança do trabalho presente em mais de 1.300 obras.
“Considerando que o setor possui cerca de 3 milhões de profissionais com carteira assinada, estamos analisando uma amostra superior a 15% do contingente total”, destaca Ana Sestak, CEO da Autodoc.
ITC: O “termômetro” da mão de obra
O ITC foi desenhado de modo similar a outros indicadores setoriais que funcionam com uma cesta de itens, como o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV.
Ele permite acompanhar se a oferta ativa das principais funções da construção civil está se expandindo, se mantendo estável ou se contraindo em relação ao mês-base.
A metodologia possui três camadas de leitura:
- ITC Oferta — Mede o equilíbrio relativo das funções na força de trabalho.
- ITC Etário — Mede a pressão de envelhecimento da base.
- ITC Geral — Combinação ponderada dos dois componentes anteriores (80% disponibilidade + 20% pressão etária) .
Insights para decisões estratégicas
O indicador recém-lançado pela Autodoc permite que empresas identifiquem riscos de prazos e custos antes que eles se tornem gargalos. “Mais do que números, o ITC permite entender a saúde operacional dos canteiros, prevenindo desvios em etapas críticas”, explica Ana Sestak.
O indicador não apenas detalha as famílias ocupacionais no setor, como joga luz sobre o envelhecimento da mão de obra, algo sensível em um cenário de escassez de profissionais capacitados. Com o ITC, passa a ser possível identificar a variação da taxa de envelhecimento em cada atividade, especialmente naquelas de entrega crítica.
Em contraste com outros índices, que são divulgados com um hiato de 60 a 90 dias e utilizam dados de periodicidade trimestral, o ITC é apurado no último dia do mês de referência e publicado até o 5º dia útil subsequente.
“Movimentos de composição da força de trabalho antecedem materialmente as variações em PIB e em entregas. Acompanhar o ITC, portanto, é uma forma direta de observar se o ciclo de novos lançamentos já está se materializando em campo”, destaca Felipe Canuso.